quinta-feira, 1 de maio de 2025
laercio andrade souza: CRÔNICA DO MÊS DE MAIO
segunda-feira, 17 de junho de 2024
quinta-feira, 18 de abril de 2024
sexta-feira, 20 de outubro de 2023
sexta-feira, 23 de junho de 2023
Os 50 anos de formatura em direito.
https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=3514748482137547&id=100000109090439&mibextid=Nif5oz
terça-feira, 2 de maio de 2023
sábado, 28 de janeiro de 2023
Resenha - O que o tempo não levou
Momento Literário sobre a obra O QUE O TEMPO NÃO LEVOU.
Organização da Academia Itaperunense de Letras – 2020 16ª Diretoria - Presidente Valber Meireles
O autor Laércio Andrade valoriza sua obra ao selecionar a divisão em décadas como um critério que mescla o passado e o presente, projetando-se no futuro através de crônicas, cartas, discursos, poesia, prece etc, em tessitura atemporal como as diversas questões sociais que envolvem a família, a posição do povo, os problemas da educação, as artimanhas políticas, as injustiças, as preocupações com o meio ambiente e outras mais.
No PREFÁCIO preparado por seu filho Laércio Andrade de Souza Júnior, temos como sua fala final o seguinte: “O livro sintetiza, praticamente, vida e obra do escritor, merecendo uma leitura acurada de seu pensamento variado em estilo nas diversas fases da vida de atuação na política, na advocacia e no magistério.
Trazemos ainda parte do que registrou o saudoso acadêmico Maurício Cardoso: “A obra de Laércio sabe a inteligência e o bom gosto. O escritor se encaminha nas veredas da construção estrutural com leveza e firme trato nas ideias e pensamentos. (...) Ele conduz o leitor a deduções e conclusões assaz seguras, embevecendo-o com sutil abordagem (porém firme e decidida) de um problema que angustia os homens de consciência lúcida nesta sua Itaperuna.”
A DÉCADA DE 60.
DESTACA-SE na abertura da obra a REDAÇÃO sobre 0 tema “A PAZ É ATINGÍVEL”, onde o autor indaga: “ De que valem as guerras, se elas só trazem desgraças? E afirma que “o homem não é partidário da guerra, mas da paz, que a paz é a regra; a guerra, a exceção, que o ideal de paz é inerente à natureza humana e a solução é esperada e desejada por milhões de seres ávidos de paz. ” O leitor é levado a refletir sobre como os governantes, em vários lugares do mundo, usam os recursos públicos em guerras psicológicas, a fim de atender os interesses de uma minoria prepotente provocando a fome, as doenças e o analfabetismo de seus próprios povos.
Nos MEANDROS DOS TEXTOS desta década, o autor aponta criticamente algumas características humanas como o anonimato frente aos que primam pela amizade pura e sincera dos corruptos, para falar do preço da verdade” tomando como tema a “verdadeira lição de liberdade, de justiça e de consciência dos problemas, sem ser bitolado por facções ou (pseudo) verdades. ”
Sobressai ainda, o texto “Se o rio Muriaé falasse... “que se destaca pela personificação do rio, abrindo-se em reclames e lamentos, como num grito de socorro à natureza humana para que se amplie as atitudes conscientes de preservação do meio ambiente. Em suma, um alerta ao descaso contínuo sobre o que fazer e o que não fazer por um rio que morre nos dando seus préstimos.
A DÉCADA DE 70
Ressaltamos nesta década a BIOGRAFIA do autor constituída por depoimentos de familiares e amigos.
LAÉRCIO ANDRADE DE SOUZA é brasileiro, casado, professor na área de Letras, escritor, Membro Efetivo e Fundador da Academia Itaperunense de Letras – Acil, Membro da Academia Bonjesueunse de Letras, advogado com vasta e magnífica história como Membro efetivo do Instituto dos Advogados Brasileiros e da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB Itaperuna, cidadão do povo, admirado e respeitado por todos de grande evidência no cenário social deste município onde reside.
Nos registros desta década DESTACA-SE a visão atemporal do autor que estende os olhos às questões políticas do município, à inércia dos que compõem a cúpula regente na prefeitura com suas atitudes marechais e empreguistas e suas incompetências administrativas aliadas à corrupção enquanto do outro lado se vê o eleitorado confuso diante do futuro político da cidade. Há neles, verdades severas sobre a política facciosa, assim como o da modalidade de angariar, com seus efeitos os pontos negativos para alguns e os positivos para os mais favorecidos.
A DÉCADA DE OITENTA
Como DESTAQUE nesta década, o leitor encontrará em sua obra, um grande valor na concentração de suas cartas políticas, profissionais e outras. Assunto que nos exige mencionar a EPISTOLOGRAFIA - A arte ou a técnica de escrever cartas, que durante mais de 2 mil anos constituiu o principal meio de comunicação.
A CARTA como registro de uma época trazendo-nos a riqueza de seu conteúdo trocado entre intelectuais são transformadas, atualmente, em fonte de pesquisa pois POSSUI A FUNÇÃO comunicativa primordial, e é essa característica de ser dirigida a um destinatário específico que a distingue com a FUNÇÃO conservadora das memórias e das biografias.
Coincidentemente, com início nesta década, a publicação de coletânea de cartas anotadas e comentadas vem crescendo paralelamente à oferta de biografias. Originalmente concebidas como simples forma de comunicação, as cartas acabaram por propiciar um gênero literário autônomo.
Muito mais há para se saber sobre este assunto, porém ficaremos com o grande valor das cartas escritas pelo Dr. Laércio e editadas em seu livro, pois estas “(...) o tempo não levou”.
Quanto a sua ESCRITA, podemos encontrar, valorosos registros sobre a missão do advogado na sociedade da época, profissão que o autor exerceu com “o ideal de servir”.
Para ele,” a difícil missão (...) tanto no âmbito restrito de procurador de interesses alheios, como batalhador pelas liberdades públicas violadas, lhe exige uma cultura não apenas específica ou técnica, mas uma cultura geral, quase universal da ciência de seu tempo e a certeza de que esses conhecimentos devem ser postos a serviço da coletividade que envolvem as criaturas que vivem, sofrem, reagem, clamam por segurança, liberdade, paz e sobretudo o apanágio maior - a justiça.
A DÉCADA DE NOVENTA
Nesta década, o que nos chama a atenção é o espaço reservado à mulher como criação divina, sua posição diante da igreja Cristã e da sociedade.
Há textos relacionados numa grande diversidade de temas, dentre eles, algumas reivindicações sobre construção de um novo fórum e a chegada da vara federal, numa preocupação de trazer melhorias para a cidade de Itaperuna, além de outros escritos destacando grandes figuras sociais como os políticos Antônio Carlos Magalhães, Ulisses Guimarães e o Padre Humberto Lindelauf.
O autor registra sua história como presidente da OAB de Itaperuna por cinco mandatos, fala sobre a crise do judiciário e valoriza a família cuja temática promove na obra, um elo entre as décadas, através das crônicas e do belíssimo poema “Lembranças de meu pai”.
A DÉCADA DE 2000
Como em toda a obra, nesta última década, o leitor encontrará diversas crônicas de grande riqueza vocabular e linguagem padrão.
Seu EIXO ESCRITA define-se pelas narrativas originais e bem acabadas, em estruturas diversas, inclusive com presença de antagonia, há grande riqueza de componentes através de citações de grandes nomes da política, da história e da literatura brasileira e mundial demarcando sua ampla base em cultura ocidental.
Temos ainda, a presença da objetividade emocional do autor como base para falar das subjetividades em sua forma de se relacionar com o mundo, percorrendo com clareza seu posicionamento ético, profissional e político em busca de expor sua visão sobre fatos sociais e a partir daí, ir tecendo uma série de reflexões dentre as quais se o passado se projeta na atualidade através de suas certezas estruturadas com base em cenários experimentados ou testemunhados.
Enquanto no EIXO TERRITÓRIO, o autor demarca a cultura itaperunense em que se insere, trazendo para o leitor uma diversidade de personagens reais, dentre eles, alguns de destaque social, sendo padres, políticos, amigos, alunos, advogados, juízes, delegados e outros.
Ressaltamos em sua escrita a crônica “Em tempos Fugit” onde se pode observar o demarcar da temporalidade através do próprio “tempo”, inserindo-o como personagemextensão que se projeta ao longo de toda a vida do autor.
E finalizamos o momento literário com o poema de sua autoria: LEMBRANÇAS DE MEU PAI
sexta-feira, 25 de junho de 2021
terça-feira, 22 de junho de 2021
sexta-feira, 11 de junho de 2021
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021
Comentarios sobre nosso livro "O que o tempo nao levou"
Caríssimo Confrade, Laércio.
Em relação a sua pergunta sobre o que pode ou deve ser retirado do livro, sugiro que analise as partes que se referem à matérias que tratam de assuntos internos de colégio ou instituição, como relatórios, registro de atas, entrevista, esta por estarem as respostas repetidas na orelha, no prefácio e em outros textos do livro). Seguem as páginas que selecionei para sua apreciação: 34,35,36,37,59,102,134,148,149 e 175. Ficando a seu critério, cortá-las ou não, considerando que somente você sabe o grau de importância dos temas.
Estou enviando, conforme sua solicitação, o depoimento de Adilson Ribeiro e o “Momento de Arte” escrito que fizeram parte da noite de lançamento do livro “O que o vento não levou”, todavia, sugiro que não sejam inseridos no livro em sua reedição poe ser sobre o mesmo.
Depoimento do jornalista Adilson Ribeiro sobre o autor Laércio Andrade de
Souza e sua obra “O que o vento não levou” lançada pela Academia Itaperunense de Letras, em 29 de outubro de 2020, por transmissão ao vivo do Facebook, na Casa da Cultura.
Sinto-me feliz de estar compartilhando e partilhando da realização de seu livro. Nós nos conhecemos a bastante tempo, convivemos, compartilhamos ideias, estivemos lado a lado em muitas lutas e o senhor sempre foi aquele guerreiro que não foge das batalhas e que as encara com muito afinco e com muito destemor, mas acima de tudo, com muita sensibilidade e muito equilíbrio. O senhor tem as palavras certas na hora certa e um homem como o senhor não poderia jamais se furtar de registrar nesse livro suas experiências, suas visões e as coisas que pode presenciar.
O Willames, agora a pouco, falava que essa leitura é muito recomendada para os mais jovens. Sim, ela é recomendada para você conhecer um pouco mais de Itaperuna, um pouco mais do mundo, um pouco mais da própria vida, mas ela é prazerosa e saborosa para nós que conhecemos Itaperuna e que apesar de termos visto muita coisa acontecer aqui, não possuímos a sensibilidade aguçada e a capacidade de captar a essência das coisas como o senhor faz. Eu vi aqui, registros de coisas que eu também testemunhei, inclusive essa foto aqui, essa sua foto. Um detalhe... eu me lembro dessa foto. Se não me falha a memória, por ocasião do lançamento de candidatura do PMDB à Prefeitura de Itaperuna, seu nome foi citado e o senhor era um dos escolhidos para ser o Presidente, mas declinou do convite para lançar outros companheiros. Eu me lembro desse discurso e me lembro (me arrepio até...) do dia que essa foto aqui foi feita. Eu estava lá. Eu presenciei esse momento como repórter da Rádio Itaperuna. Então, essa foto me é familiar. Momentos como os que o senhor registra aqui como da história política de Itaperuna, eles são muitos saborosos e dá uma vontade enorme de... Dr. Laércio, eu estava lá, nesse momento, eu me lembro, disso ter acontecido, eu queria voltar no tempo, ter a visão que o senhor teve e também ombrear com o senhor naquelas lutas, nas batalhas que o senhor travou.
Foi... tem sido maravilhoso ler esse livro! Sinto-me honrado por conhecer o autor, desfrutar de sua amizade, ser seu afilhado. Eu estou muito feliz! Estou, realmente, muito emocionado, Dr. Laércio. O senhor é um homem que pode saborear o gosto maravilhoso de uma vida realizada. O senhor não apenas plantou árvores, o senhor defendeu as árvores, o senhor tem filhos, o senhor escreveu um livro. E por falar em defender as árvores tem uma crônica em que o senhor fala de seu pai. Sabe?! Eu agora vou parafrasear o seu pai: “Esse livro é bom, é muito bom!” Muito obrigado!
Momento Literário sobre a obra O QUE O TEMPO NÃO LEVOU.
Organização da Academia Itaperunense de Letras – 2020 16ª Diretoria - Presidente Valber Meireles
O autor Laércio Andrade valoriza sua obra ao selecionar a divisão em décadas como um critério que mescla o passado e o presente, projetando-se no futuro através de crônicas, cartas, discursos, poesia, prece etc, em tessitura atemporal como as diversas questões sociais que envolvem a família, a posição do povo, os problemas da educação, as artimanhas políticas, as injustiças, as preocupações com o meio ambiente e outras mais.
No PREFÁCIO preparado por seu filho Laércio Andrade de Souza Júnior, temos como sua fala final o seguinte: “O livro sintetiza, praticamente, vida e obra do escritor, merecendo uma leitura acurada de seu pensamento variado em estilo nas diversas fases da vida de atuação na política, na advocacia e no magistério.
Trazemos ainda parte do que registrou o saudoso acadêmico Maurício Cardoso: “A obra de Laércio sabe a inteligência e o bom gosto. O escritor se encaminha nas veredas da construção estrutural com leveza e firme trato nas ideias e pensamentos. (...) Ele conduz o leitor a deduções e conclusões assaz seguras, embevecendo-o com sutil abordagem (porém firme e decidida) de um problema que angustia os homens de consciência lúcida nesta sua Itaperuna.”
A DÉCADA DE 60.
DESTACA-SE na abertura da obra a REDAÇÃO sobre 0 tema “A PAZ É ATINGÍVEL”, onde o autor indaga: “ De que valem as guerras, se elas só trazem desgraças? E afirma que “o homem não é partidário da guerra, mas da paz, que a paz é a regra; a guerra, a exceção, que o ideal de paz é inerente à natureza humana e a solução é esperada e desejada por milhões de seres ávidos de paz. ” O leitor é levado a refletir sobre como os governantes, em vários lugares do mundo, usam os recursos públicos em guerras psicológicas, a fim de atender os interesses de uma minoria prepotente provocando a fome, as doenças e o analfabetismo de seus próprios povos.
Nos MEANDROS DOS TEXTOS desta década, o autor aponta criticamente algumas características humanas como o anonimato frente aos que primam pela amizade pura e sincera dos corruptos, para falar do preço da verdade” tomando como tema a “verdadeira lição de liberdade, de justiça e de consciência dos problemas, sem ser bitolado por facções ou (pseudo) verdades. ”
Sobressai ainda, o texto “Se o rio Muriaé falasse... “que se destaca pela personificação do rio, abrindo-se em reclames e lamentos, como num grito de socorro à natureza humana para que se amplie as atitudes conscientes de preservação do meio ambiente. Em suma, um alerta ao descaso contínuo sobre o que fazer e o que não fazer por um rio que morre nos dando seus préstimos.
A DÉCADA DE 70
Ressaltamos nesta década a BIOGRAFIA do autor constituída por depoimentos de familiares e amigos.
LAÉRCIO ANDRADE DE SOUZA é brasileiro, casado, professor na área de Letras, escritor, Membro Efetivo e Fundador da Academia Itaperunense de Letras – Acil, Membro da Academia Bonjesueunse de Letras, advogado com vasta e magnífica história como Membro efetivo do Instituto dos Advogados Brasileiros e da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB Itaperuna, cidadão do povo, admirado e respeitado por todos de grande evidência no cenário social deste município onde reside.
Nos registros desta década DESTACA-SE a visão atemporal do autor que estende os olhos às questões políticas do município, à inércia dos que compõem a cúpula regente na prefeitura com suas atitudes marechais e empreguistas e suas incompetências administrativas aliadas à corrupção enquanto do outro lado se vê o eleitorado confuso diante do futuro político da cidade. Há neles, verdades severas sobre a política facciosa, assim como o da modalidade de angariar, com seus efeitos os pontos negativos para alguns e os positivos para os mais favorecidos.
A DÉCADA DE OITENTA
Como DESTAQUE nesta década, o leitor encontrará em sua obra, um grande valor na concentração de suas cartas políticas, profissionais e outras. Assunto que nos exige mencionar a EPISTOLOGRAFIA - A arte ou a técnica de escrever cartas, que durante mais de 2 mil anos constituiu o principal meio de comunicação.
A CARTA como registro de uma época trazendo-nos a riqueza de seu conteúdo trocado entre intelectuais são transformadas, atualmente, em fonte de pesquisa pois POSSUI A FUNÇÃO comunicativa primordial, e é essa característica de ser dirigida a um destinatário específico que a distingue com a FUNÇÃO conservadora das memórias e das biografias.
Coincidentemente, com início nesta década, a publicação de coletânea de cartas anotadas e comentadas vem crescendo paralelamente à oferta de biografias. Originalmente concebidas como simples forma de comunicação, as cartas acabaram por propiciar um gênero literário autônomo.
Muito mais há para se saber sobre este assunto, porém ficaremos com o grande valor das cartas escritas pelo Dr. Laércio e editadas em seu livro, pois estas “(...) o tempo não levou”.
Quanto a sua ESCRITA, podemos encontrar, valorosos registros sobre a missão do advogado na sociedade da época, profissão que o autor exerceu com “o ideal de servir”.
Para ele,” a difícil missão (...) tanto no âmbito restrito de procurador de interesses alheios, como batalhador pelas liberdades públicas violadas, lhe exige uma cultura não apenas específica ou técnica, mas uma cultura geral, quase universal da ciência de seu tempo e a certeza de que esses conhecimentos devem ser postos a serviço da coletividade que envolvem as criaturas que vivem, sofrem, reagem, clamam por segurança, liberdade, paz e sobretudo o apanágio maior - a justiça.
A DÉCADA DE NOVENTA
Nesta década, o que nos chama a atenção é o espaço reservado à mulher como criação divina, sua posição diante da igreja Cristã e da sociedade.
Há textos relacionados numa grande diversidade de temas, dentre eles, algumas reivindicações sobre construção de um novo fórum e a chegada da vara federal, numa preocupação de trazer melhorias para a cidade de Itaperuna, além de outros escritos destacando grandes figuras sociais como os políticos Antônio Carlos Magalhães, Ulisses Guimarães e o Padre Humberto Lindelauf.
O autor registra sua história como presidente da OAB de Itaperuna por cinco mandatos, fala sobre a crise do judiciário e valoriza a família cuja temática promove na obra, um elo entre as décadas, através das crônicas e do belíssimo poema “Lembranças de meu pai”.
A DÉCADA DE 2000
Como em toda a obra, nesta última década, o leitor encontrará diversas crônicas de grande riqueza vocabular e linguagem padrão.
Seu EIXO ESCRITA define-se pelas narrativas originais e bem acabadas, em estruturas diversas, inclusive com presença de antagonia, há grande riqueza de componentes através de citações de grandes nomes da política, da história e da literatura brasileira e mundial demarcando sua ampla base em cultura ocidental.
Temos ainda, a presença da objetividade emocional do autor como base para falar das subjetividades em sua forma de se relacionar com o mundo, percorrendo com clareza seu posicionamento ético, profissional e político em busca de expor sua visão sobre fatos sociais e a partir daí, ir tecendo uma série de reflexões dentre as quais se o passado se projeta na atualidade através de suas certezas estruturadas com base em cenários experimentados ou testemunhados.
Enquanto no EIXO TERRITÓRIO, o autor demarca a cultura itaperunense em que se insere, trazendo para o leitor uma diversidade de personagens reais, dentre eles, alguns de destaque social, sendo padres, políticos, amigos, alunos, advogados, juízes, delegados e outros.
Ressaltamos em sua escrita a crônica “Em tempos Fugit” onde se pode observar o demarcar da temporalidade através do próprio “tempo”, inserindo-o como personagemextensão que se projeta ao longo de toda a vida do autor.
E finalizamos o momento literário com o poema de sua autoria: LEMBRANÇAS DE MEU PAI
sábado, 26 de setembro de 2020
segunda-feira, 31 de agosto de 2020
domingo, 23 de agosto de 2020
segunda-feira, 10 de agosto de 2020
domingo, 9 de agosto de 2020
terça-feira, 7 de julho de 2020
sexta-feira, 26 de junho de 2020
quinta-feira, 25 de junho de 2020
Entre a espera e a esperança
MENSAGEM DO PRESIDENTE
TEMPO DE ESPERANÇA
Sob o signo do fascismo
Tinha um irmão que era sargento da ‘SS’(polícia secreta alemã), com a função de vigiar os prisioneiros dos campos de concentração, que por acaso, onde o irmão fora prisioneiro, na fase de perseguição aos religiosos.
Certo dia, chegando a casa viu os familiares conversando, a noite, descontraidamente frente a lareira da residência.
Falavam de tudo: assuntos familiares, religião, e sobre a ascensão nazista ao poder etc.
Tinham um telefone (daqueles grandes, pretos!).
O irmão alertou a todos que quando conversassem deveriam colocar um cobertor ou algo semelhante cobrindo o aparelho, pois o serviço secreto tinha meios de detectar o que estavam conversando, mesmo com o aparelho desligado e na intimidade do lar!
Embora não acreditando muito nas ponderações do policial à família, passaram a atendê-lo. E, de fato, o serviço secreto, já monitorava famílias que tinham religiosos, como no caso do padre que depois fora preso.
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Trazendo o fato e desdobramentos para os dias em que o Brasil vive, podemos dizer que atravessamos uma fase de um ESTADO POLICIAL, onde 'grampear', monitorar, apreender bens, como celulares, computadores, invadir e-mails etc. tornou-se corriqueiro, à busca de 'provas' para a condenação de pessoas, principalmente políticos, empresários etc.
Coisas corriqueiras, que aprendemos na Faculdades de Direito, lições de que a prova pertence a quem acusa (presunção de inocência); restrições ás buscas e apreensões foram jogadas no 'lixo'; prisões preventivas, conduções coercitivas, sem prévias intimações; prisões por cinco dias etc. etc. estão sendo usadas permanentemente na 'apuração' de corrupções,lavagem de dinheiro etc. que todos concordamos devem ser todas combatidas, e os infratores condenados (dentro dos ditames da lei penal e processual.
Mas voltamos não só ao ESTADO POLICIAL, mas à DITADURA JUDICIAL, que como asseverou o grande Rui Barbosa, 'Dessa não há a quem recorrer!'
As consequências disso não sabemos. O desabafo do Ministro Gilmar Mendes, faz sentido, principalmente tratando-se do Supremo Tribunal Federal! Podemos até prever alguma coisa, levando em consideração do que houve na Alemanha e Itália, principalmente!
O Parlamento, A política, de um modo geral, já estão desmoralizados! Tripé da democracia, quando fecharem lá, esta não ficará em pé!
No mesmo passo, o Executivo, onde temos um presidente nas mãos de empresários confessadamente, corruptores, que delatam ao sabor de uma pena mínima, ou até isenção da mesma, para se livrarem de penas altíssimas dos crimes que praticaram há anos e anos, surrupiando os valores nacionais.
Há controvérsias sobre o papel da Polícia Federal nos acordos de diminuição de pena, bem como do Ministério Público, subtraindo o papel do judiciário, encarregado de aplicar e dosar as penas e seu modo de cumprí-las.
Quando jovem advogado, não acreditava na Polícia. Hoje tenho restrições às decisões da Justiça!
Se esta, um dos pilares da democracia se desmoralizar (já temos indícios na Corte Suprema), o que será de nosso país, nossa democracia, futuro de nossos filhos, netos, bisnetos?
É um futuro (local) ‘incerto e não sabido’, como nas informações dos oficiais de justiça quando não encontram o cidadão a ser intimado!
Quadro triste; desolador!
Com a palavra os detentores do poder que ainda não estão presos, investigados, monitorados, desmoralizados por uma mídia partidária, interesseira que também, investiga seleciona, pune etc.
Avisos de brilhantes juristas, membros aposentados do judiciário e do Ministério Público, daqui e de outras partes do mundo, que estudam a problemática judicial brasileira, chamam a atenção para esse QUADRO DESOLADOR, e pior, com o apoio de grande maioria da população, que leiga no assunto, clama por uma agilidade na punição a qualquer preço, esquecidos que sem regras formais, vão fazer mais injustiças, com o nome de Justiça, que punir quem precisa ser punido.
É nosso pensamento e contribuição de quem advoga há 44 (quarenta e quatro anos, (vinte dos quais) a serviço da OAB, nos 5 (cinco) mandatos que esteve na Instituição e quem teve o privilégio de conviver com um padre franciscano (biografia abaixo); prisioneiro de concentração nazista, que conseguiu fugir para nosso país.
Como se diz lá no meu burgo ‘Paciência e caldo de galinha não faz mal a ninguém!’
PADRE HIGINO COM O APOSTOLADO DA ORAÇÃO NA IGREJA MATRIZ DE RECREIO
Pe. Higino, frade fransciscano, nasceu em Instgerburg-Prussia/Alemanha em 31 de março de 1905 e faleceu em 02 de setembro de 1983. Filho de José Latteck e Anna Hanshatter. Estudou no Convento dos Franciscanos em Fulda na Alemanha onde ordenou-se padre franciscano em 27 de abril de 1930. Foi Missionário na Alemanha, Suiça e Iuguslávia no período de 1930 a 1940. Chegou ao Brasil em 06 de junho de 1940 no sul de Mato Grosso, fugindo do anticlericarismo nazista que se implantou na Alemanha. Por pertencer a Ordem dos Franciscanos passou a ser perseguido pelos nazistas e se tornou prisioneiro político sendo levado para um campo de concentração. Lá sofreu os piores horrores daquela triste guerra. Naquele horrendo campo de concentração tinha que andar sem camisa, pois suas costas estava toda cortada e arranhada. Este era o resultado dos castigos pelas inúmeras tentativas de fuga. Apesar dos castigos Frei Higino lutava ferozmente pela sonhada liberdade. Era preciso continuar seu trabalho de sacerdote. Seu irmão se tornara um dos sargentos da guarda civil alemã naquele campo e também era Maçom. Vendo o sofrimento do seu irmão providenciou junto aos irmãos maçons passaportes para ele e seu inseparável amigo Pe. Giuliano para que, appós a fuga pudessem embarcar sem serem perseguidos. E assim os dois embarcaram como passageiros comuns rumo à sonhada liberdade. Foi o primeiro Vigário residente de Dourados de 1940 a 1947. Conforme Inez Maria Bittencourt do Amaral, em sua dissertação de mestrado ENTRE RUPTURAS E PERMANÊNCIA - A Igreja Católica na região de Douras de 1943 a 1971, apresentada do Curso de Pós-gradua em História da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul. Em 1939 foi grande a saida de franciscanos da Alemanha devido a luta anticlerical chamada de culturkampf, política do partido nazista quando controlou totalmente o estado germanico em 1939. A emissão de passaportes ficou prejudicada, conventos foram fechados e muitos padres foram presos. Em Dourados a construção da primeira capela foi iniciada em 1925. A imagem de Nossa Senhora da Conceição, trazida da França, foi levada em procissão até a capela em oito de dezembro desse mesmo ano. Os apelos da comunidade para que a Paróquia de N.S. da Conceição tivesse um padre residente foi atendido com a posse de Frei Higino Latteck em 1940. Até a construção da residência paroquial,ao lado da capela, esse padre se hospedou na casa de dona Antonia Capilé. Ele se empenhou ferrenhamente para mudar o cenário religioso local, embora com muitas dificuldade, pois era alemão e não falava uma palavra em português; foram as familias católicas que o ensinaram em suas casas. Frei Higino celebrava as Missas e depois perguntava aos mais próximos a ele se havia errado alguma coisa. Em suja luta, encontra-se o apele feito ao Comissariano Franciscano para a vinda das Irmãs de caridade para Dourados, no intuito de que assumissem a catequese nas escolas, o cuidado com os doentes e a expansçao do catolicismo. Entre as propostas encontrava-se a criação de escolas primárias para ambos os sexos e a criação de um internato para as meninas. A proposta esbarrava em dois grandes entraves: encontrar Irmãs que quisessem vir para a região e a Lei de Ensino Brasileira, do governo Vargas, que não permitia a contratação de professores estrangeiros, há não ser que os mesmos já residissem há vários anos no Brasil e passassem por um rigoroso teste de Lingua Portuguesa.
Em 1942 vieram três Irmãs Franciscanas Bernadinas para Dourados. A época não era propícia para o trânsito de estrangeiros, em virtude da Segunda Guerra Mundial. Hou também dificuldades das freiras na renovação dos seus registros de professoras. Sobre a chegada das religiosas Frei Higino escreveu: "o dia dezenove de agosto foi um dia da benção divinal. Chegou, pois, o meu auxiliar muito desejado, o Frei Shaefer. Chegaram, que sorte, três freiras franciscanas destinadas ao ensino das crianças". Em primeiro de setembro as Irmãs Franciscanas abriram o seu colégio na casa das escolas reunidas que o senhor Prefeito benignamente arranjou para este fim. O número de primeiros alunos foi vinte e seis. Além das inúmeras dificuldades enfrentadas pelos padres e freiras em Dourados, dois deles sofreram constrangimento por parte da polícia local. Assim relatou Frei Higino: "Nós fomos denunciados de sermos espiões políticos no serviço do Nazismo na Alemanha (Nazismo é o governo da nossa terra, cuja doutrina pagã está condenada pelo Senhor Papa e cujos algozes são e eram os inimigos ferozes da Igreja Católica). Duraram sete semanas a nossa prisão, em que podíamos, graças ao bom Delegado de Polícia, rezar a santa missa. O Diabo e seus instrumentos, os caluniadores trabalham, mas é Deus que manda no mundo". O caso relatado que envolveu os dois padres franciscanos Frei Shaefer e Frei Higino Latteck, levou-os a uma detenção vigiada, ou seja permitiam-se que saissem e exercessem suas funções religiosas até 02 de junho de 1942. Esse fato deveu-se ao fato de que esses dois religiosos portassem uma arma durante suas visitas nas redondezas de Dourados e terem sido revistados por policiais. No entanto havia ocorrido um episódio anteriro de denuncia contra Frei Higino. Este costumava tirar uma série de fotografias da região em suas andanças no lombo de um burrinho, o que serviriam para o envioà Turíngia no intuito de obtenção de apoio financeiro para o seu trabalho na região. Algumas pessoas, que desconheciam essa finalidade, confundiram-no como um membro da Gestapo infiltrado no Brasil como espião. Em virtude dessas perseguições, da falta de verbas e da estrutura local, as Irmãs decidiram fechar a escola e sair de Dourados. As Irmãs foram difamadas por certas pessoas católicas que dizendo que eram espiãs, não tinham licença para lecionar, não ensinavam de acordo com o regulamento e não falavam bem o português. Diante do fato assim se manifestou Frei Higino: "Nunca mais, enquanto eu, frei Hygino, for vigário estabelecer-se-ão aqui freiras". De 1947 a 1955 foi Vigário em Recreio-MG. De Recreio foi para Friburgo-RJ tendo sido Vigário e Capelão dos alemães no período de 1955 a 1968. De Friburgo foi para Itaperuna-RJ, sendo vigário de 1968 a 1973 da Paróquia N.S. do Rosário de Fátima. Em 1973 retorna para Recreio-MG como Vigário onde ficou até 02 de setembro de 1983, quando faleceu. Foi sepultado no Cemitério de Recreio. Naturalizou-se brasileiro com o nome de Pe. Higino Ricardo Latteck. Lecionou na Faculdade Santa Marcelina de Muriaé-MG, Filosofia e Cultura Religiosa na década de 1970. Por que Pe. Higino veio para o sul de Mato Grosso? Em 1939 foi grande a saida de franciscanos da Alemanha devido a luta anticlerical pela chamada de Kulturcampf, política do partido nazista que controlou totalmente o estado germânico em 1939. A emissão de passaportes ficou prejudicada, conventos foram fechados e muitos frades foram presos. As despedidas deixaram de ser solenes para não chamar a atenção da Gestapo, a polícia secreta do estado alemão, responsável por vigiar igrejas, seitas, judeus e "pessoas de cor". As comunicações entre a Alemanha e o Brasil foram interrompidas quando o Brasil entrou na guerra contra a Alemanha. Foi a estrada de ferro que trouxe os missionários alemães e boa parte dos materiais de construção para Campo Grande.
